O guia definitivo do marketing político para 2024

Estratégias, ferramentas digitais e boas práticas de marketing político para campanhas.

Para uma campanha eleitoral de sucesso, além de boas propostas e um bom plano de governo, é necessário apresentá-las para os eleitores de forma inteligente e assertiva. Com isso, o marketing político é um aliado para realização de uma campanha eleitoral. Dessa forma, ela ganhará um formato mais estratégico e uma comunicação mais eficiente.

Se adaptarmos os comportamentos de marketing das marcas conhecidas mundialmente para o meio político, é possível tirar diversas lições para as estratégias de uma campanha eleitoral. Pois no final, o objetivo é o mesmo: ganhar!

O cenário político

O cenário político está em constante evolução e a corrida para as eleições de 2024 já está em curso. Aliás, vale anotar na agenda: o primeiro turno das eleições 2024 ocorre no dia 6 de outubro, já o segundo turno será realizado em 27 de outubro. Como se sabe, esse será o ano de votar para decidir os novos nomes para cargos municipais, ou seja, prefeitos e vereadores.  

Marketing digital político

O que esperar das eleições 2024?

Antes de mais nada, as eleições 2024 provavelmente serão marcadas por uma intensificação da competição digital. Aliás, essa é uma tendência que vem marcando presença nas últimas eleições e cada vez mais deve se consolidar. Dessa forma, podemos falar sobre o uso de inteligência artificial e análise de dados para personalizar mensagens eleitorais, por exemplo. Além disso, as redes sociais tendem a ser um importante mecanismo na comunicação com diferentes segmentos de eleitores.

Em 2024, em torno de 152 milhões de eleitoras e eleitores brasileiros comparecerão às urnas para eleger seus candidatos para os cargos municipais. Esses políticos, como prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, terão a responsabilidade de atuar no legislativo dos municípios de todo o país. Logo, estamos falando de importantes cargos para o futuro das nossas cidades.

Além do marketing político, quem pretende se candidatar a um desses cargos precisa estar atento ao calendário eleitoral. Afinal, seus prazos são essenciais para a regularização das candidaturas. Por exemplo, a janela partidária, que é o período em que os políticos podem fazer a troca de sigla partidária, ocorre entre 6 de março e 6 de abril. Além disso, é também até 6 de abril que os secretários municipais ou ocupantes de cargos de confiança que pretendem concorrer a algum cargo podem se desincompatibilizar das suas funções. No caso dos servidores públicos, esse prazo finda em 6 de julho.

Confira o calendário eleitoral 2024

DataEventos
6/3/2024Início da janela partidária, para troca de partido sem perder o mandato
6/4/2024Fim da janela partidária; Prazo para estar filiado e se candidatar; desincompatibilização de secretários municipais e CCs
15/5/2024Pré-candidatos podem fazer ações de arrecadação
6/6/2024Dirigentes sindicais e ocupantes de outros cargos devem deixar seus postos
30/6/2024Comentaristas e apresentadores de TV não podem mais entrar no ar caso sejam candidatos
6/7/2024Candidatos não podem mais participar de inaugurações de obras públicas; propaganda institucional é restringida
20/7/2024Abertura d prazo para convenções partidárias
5/8/2024Término do prazo para convenções partidárias
15/8/2024Limite para registro de candidatura, até às 19h
16/8/2024Início da propaganda eleitoral 2024
30/8/2024Início da propaganda eleitoral em rádio e TV
4/10/2024Último dia para comícios, debates e fim da propaganda eleitoral 2024
5/10/2024Último dia para propaganda de rua e na internet
6/10/2024Primeiro turno das eleições 2024
11/10/2024Início da propaganda em rádio e TV para o segundo turno das eleições 2024
24/10/2024Fim da propaganda de rádio e TV para o segundo turno
26/10/2024Último dia para comícios, debates e fim da propaganda eleitoral no segundo turno
27/10/2024Segundo turno das eleições
19/12/2024Fim do prazo para a diplomação dos eleitos
Fonte: AGF Advice

Marketing político: atenção especial às campanhas

Chegando mais um ano de eleição, é essencial que os candidatos saibam o que podem e o que não podem fazer em relação às suas campanhas. Afinal, compreender as boas práticas do marketing político é determinante para o sucesso de uma candidatura. Embora seja básico, é interessante saber que nem todos os candidatos ou mesmo os profissionais de marketing sabem o que é e o que não é permitido. Porém, é certo que os cuidados são fundamentais para ter uma candidatura viável e livre de problemas.

Primeiramente, sabemos que a criação de conteúdo ou mesmo outras ferramentas do marketing digital são muito importantes em época de eleição. Contudo, são práticas desafiadoras, que exigem atenção e cuidado com a consolidação das estratégias digitais. Trata-se de um trabalho meticuloso e os profissionais envolvidos precisam estar sempre atentos às regulamentações e boas práticas. Além da legislação publicitária para candidatos, é essencial estar atento aos assuntos polêmicos do cotidiano. Afinal, sabemos que qualquer erro ou passo em falso pode colocar uma candidatura em risco.

Dicas para a campanha de marketing político

1. Não utilize informações falsas para criar conteúdo

A primeira dica pode parecer simples, mas não é. Afinal, sabemos que as fake news dominaram muitas campanhas nos últimos anos. Porém, é importante ter em mente que alicerçar estratégias de marketing político sobre notícias falsas é um grande erro, que pode colocar tudo a perder. Embora muitos candidatos se utilizem dessas informações falsas ou mesmo duvidosas para promover suas campanhas e tentar, assim, desbancar a oposição, é importante saber que os eleitores estão cada vez mais atentos.

Além disso, a imprensa vem investindo em análises criteriosas dessas informações, passando um verdadeiro pente fino em cada frase dita ou compartilhada. Dessa forma, embora pareça óbvio, às vezes o óbvio precisa ser dito. Então, no marketing político, a dica é investir na transparência, baseando campanhas políticas em informações verdadeiras. Afinal, os eleitores buscam representantes confiáveis, éticos e comprometidos com a verdade.

2. Tenha cuidado ao tratar temas sensíveis

De fato, candidatos não conseguem fugir dos temidos temas sensíveis em suas campanhas de marketing político No entanto, é preciso ter cuidado e máxima atenção ao tratar temas sensíveis à população. Embora esses conteúdos sejam essenciais na campanha , é preciso entender a melhor forma de abordá-los. Afinal, como se sabe, os políticos são eleitos para serem representantes do povo e isso, automaticamente, faz com que eles sejam defensores de seus interesses. No entanto, nem sempre o interesse de um indivíduo é o mesmo do outro e é então que é preciso ligar o sinal de alerta.

Em uma campanha de marketing político, não dá para fugir dos temas sensíveis, mas o segredo está na abordagem. Ao contrário de outros assuntos, como transporte público ou mesmo obras inacabadas, ao falar sobre questões delicadas, como a fome, o desemprego e a violência, é essencial que o candidato tenha sensibilidade. Nesses casos, é preciso ter cuidado com as palavras, com os termos utilizados e até mesmo com o espaço dado a essas questões.

3. Valorize a imagem do candidato

É comum vermos campanhas de marketing político que desvalorizam os oponentes, quando deveriam simplesmente valorizar o próprio candidato. Embora essa seja uma estratégia bastante popular, nem sempre ela é a mais adequada. Desse modo, o marketing político deve ser baseado na construção de uma imagem positiva do candidato, valorizando suas qualidades e seus pontos fortes.

4. Esteja atento à legislação eleitoral

Um cuidado muito importante na hora de planejar uma campanha de marketing político é em relação à legislação eleitoral. Afinal, existem regras que precisam ser seguidas, de modo a não inviabilizar uma candidatura. Assim como em outras áreas, a política possui restrições e obrigatoriedades bem definidas e elas precisam ser consideradas na construção das estratégias. Aliás, quando um candidato desrespeita alguma regra, ele pode ser punido tanto com multas, como até mesmo com a eliminação da sua candidatura.

A seguir, vamos falar mais sobre o que pode e o que não pode ser feito nas campanhas eleitorais.

Boas práticas no marketing político e regulamentações eleitorais

Como se sabe, garantir a ética durante uma campanha política é fundamental para estabelecer a confiança dos eleitores. Dessa forma, adotar boas práticas é mais do que uma estratégia, é uma necessidade. E, nesse sentido, estamos falando tanto de manter uma postura transparente, compartilhando informações precisas e relevantes, quanto do respeito às regulamentações eleitorais locais e nacionais.

Desse modo, os candidatos e suas equipes de marketing político precisam conhecer as restrições quanto ao financiamento, propaganda e uso de dados pessoais, a fim de evitar problemas legais e garantir uma campanha justa e equitativa. Na era digital, por exemplo, a ética na coleta de dados é um assunto delicado e essencial. Afinal, ao utilizar informações eleitorais, os políticos precisam ter o consentimento e aderir rigorosamente às leis de proteção de dados.

Além de cumprir requisitos legais, eles demonstram um compromisso genuíno com a privacidade dos eleitores. Ao seguir boas práticas e regulamentações eleitorais, os políticos fortalecem suas campanhas e contribuem para a construção de uma democracia mais transparente e responsável.

O guia definitivo do marketing digital político para 2024

Campanhas eleitorais 2024: fique atento às regras e exerça um bom marketing político

As regras para campanhas eleitorais são bem claras e trazem uma série de restrições e obrigatoriedades aos candidatos. Por exemplo, é proibido pedir voto ou mesmo divulgar o número da sua candidatura antes do inicio oficial da campanha eleitoral. Mas são muitos outros detalhes, que precisam estar no radar dos candidatos e também das suas equipes de marketing político.

Primeiramente, os candidatos precisam analisar criteriosamente a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e a Resolução TSE nº 23.610/2019. Como vimos, é proibido fazer campanha antecipada, ocasionando multas entre R$ 5.000,00 e R$ 25.000,00 para os postulantes ao cargo eletivo e até mesmo para os responsáveis pela divulgação. Aliás, a multa pode ser equivalente ao custo da propaganda, caso seja maior que R$ 25.000,00.

De acordo com o calendário eleitoral, a propaganda política só pode iniciar no dia 16 de agosto de 2024. Dessa forma, conforme explica a Resolução TSE nº 23.610/2019, esse é um marco para que os postulantes a cargos políticos iniciem suas campanhas de forma igualitária. Desse modo, qualquer tipo de publicidade ou manifestação com pedido de voto pode ser considerado um ato irregular, passível de multa.

Somado a isso, é importante saber que a propaganda eleitoral tanto no rádio quanto na TV é restrita ao horário gratuito. Ou seja, a lei para marketing político veda qualquer veiculação de publicidade paga. Caso isso ocorra, o candidato, a candidata, o partido político, a federação e a coligação respondem judicialmente pelo conteúdo.

No que se refere à propaganda na internet, o marketing político precisa atentar a alguns detalhes especiais. Por exemplo, conforme as regras de propaganda eleitoral 2022, a legislação autoriza a propaganda eleitoral em blogs, páginas na internet e redes sociais dos candidatos e das candidatas, partidos políticos, coligações ou federações. Porém, para que isso ocorra, é necessário informar seus endereços à Justiça Eleitoral.

No entanto, é válido saber que é proibido veicular qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet. A única exceção é o impulsionamento de conteúdo, que deverá estar identificado de forma clara e ter sido contratado, exclusivamente, por candidatos, candidatas, partidos, coligações e federações partidárias ou pessoas que os representem legalmente. Todas essas informações estão disponíveis para consulta no site do TSE. Dessa forma, a propaganda eleitoral paga na internet precisa ser identificada onde for divulgada. E, atenção: é proibido o impulsionamento de conteúdo por apoiadores.

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O envio de mensagens é permitido?

Sim, de acordo com a resolução é permitido o envio de mensagens eletrônicas para eleitores e eleitoras que se cadastraram voluntariamente para recebê-las. Contudo, é necessário que os emissores das mensagens se identifiquem. Além disso, é fundamental que sejam cumpridas todas as regras da LGPD. Como de costume, as mensagens precisam informar de maneira clara a forma para descadastramento.

Porém, mesmo que o envio de mensagens seja autorizado, o telemarketing e o disparo em massa são proibidos. Isso porque a legislação veda esse tipo de propaganda sem o consentimento prévio do destinatário. E, cuidado: além de ser proibido, esse disparo pode ser sancionado como prática de abuso do poder econômico e propaganda eleitoral. Em casos assim, a multa pode chegar a R$ 30.000,00.

Em relação às propagandas na internet, a lei para marketing político garante o direito de resposta. Dessa forma, abusos podem ser punidos com multas. E, assim, a Justiça Eleitoral pode ordenar a retirada do conteúdo abusivo.

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Fique atento às regras!

Showmício: são proibidos tanto em modalidade presencial, quanto digital. A única exceção fica por conta de shows e eventos com a finalidade específica de arrecadar recursos para a campanha, sem o pedido de votos. No entanto, essa proibição não se estende a candidatos e candidatas que sejam da classe artística, como cantores, cantoras, atrizes, atores, apresentadoras e apresentadores. Estes profissionais, por sua vez, podem exercer suas atividades normais durante o período eleitoral, contanto que não apareçam em programas de rádio e TV e não utilizem seus eventos para promover a candidatura.

Outdoor: a legislação proíbe o uso de outdoors para propaganda eleitoral. Em caso de infração, a multa pode chegar a R$ 15.000,00.

Neste link é possível acessar a resolução na íntegra.

Como se vê, as eleições de 2024 pedem estratégias que combinam o marketing político ao uso correto e adequado das ferramentas disponíveis. Além disso, é essencial que os candidatos reafirmem o compromisso com a ética e a transparência.

Marketing político: candidato, está por dentro das estratégias?

Agora que você já entende o quanto o marketing digital político é importante para um bom resultado, é hora de dar o primeiro passo. Avalie com antecedência suas necessidades e conte com uma agência de marketing digital de confiança.

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